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Chuva forte atinge Manaus no domingo e alivia índice de poluição na capital

Chuva forte atinge Manaus no domingo e alivia índice de poluição na capital
Foto: Reprodução

A precipitação registrada na manhã deste domingo (16) trouxe um alívio momentâneo para a população de Manaus. Após a capital amazonense amanhecer registrando o pior índice de qualidade do ar de todo o país devido ao acúmulo de fumaça e queimadas na região, a chegada da chuva ajudou a dispersar os poluentes suspensos na atmosfera em diversas zonas da cidade.

Por volta das 7h, o Índice de Qualidade do Ar (AQI) na cidade havia atingido 211 pontos, marca considerada crítica pelas autoridades ambientais. Nesse mesmo período, a concentração de material particulado fino alcançou 135,2 microgramas por metro cúbico (µg/m³), expondo os moradores a severos riscos respiratórios antes da virada no tempo.

Dispersão de partículas e análises meteorológicas

Apesar da melhora visual e da sensação de frescor trazida pela precipitação, especialistas fazem ressalvas sobre os efeitos reais do temporal a longo prazo. A meteorologista Andrea Ramos explicou que a chuva atua na remoção mecânica de parte do material particulado em suspensão, mas isso não garante o retorno imediato da qualidade do ar a níveis totalmente saudáveis.

Segundo a especialista, mesmo após episódios de chuva intensa, a concentração residual de poluentes pode permanecer elevada na atmosfera. As diretrizes de segurança da Defesa Civil Nacional e de órgãos de vigilância reforçam que o monitoramento contínuo é indispensável durante períodos marcados por queimadas recorrentes.

Variação dos índices de qualidade do ar entre os bairros

Dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (SELVA) apontam que os impactos da chuva variaram substancialmente conforme a região geográfica de Manaus. A escala do sistema considera a qualidade do ar boa apenas quando os níveis de material particulado estão entre 0 e 25 µg/m³.

  • Zona Centro-Sul: Bairros como Parque 10, Aleixo e Chapada registraram as maiores reduções de poluição, com marcas oscilando entre 32,8 e 52 µg/m³, classificadas como boa a moderada.
  • Zona Oeste: Apresentou queda expressiva no acúmulo de fumaça, com índices variando entre 36,9 e 43,1 µg/m³.
  • Zonas Norte, Leste e Sul: Áreas periféricas e pontos estratégicos, como o Distrito Industrial e o Morro da Liberdade, mantiveram taxas mais altas, oscilando de 78,9 a 89,3 µg/m³, onde a chuva não foi suficiente para dissipar totalmente a poluição.

Alerta de risco severo e transtornos causados pelo temporal

Diante da intensidade das nuvens de tempestade, a Defesa Civil emitiu um alerta de risco severo para a capital. O órgão advertiu sobre a possibilidade de chuvas volumosas acompanhadas de enxurradas e alagamentos pontuais. Para chamados de urgência, a população conta com os telefones 199, da Defesa Civil, e 193, do Corpo de Bombeiros.

Registros em vídeo feitos por moradores mostraram o forte volume de água atingindo a infraestrutura urbana. Na Zona Centro-Sul, a chuva intensa cobriu campos de futebol sintéticos e áreas sociais em um complexo esportivo local. Na Avenida Torquato Tapajós, na altura da fábrica da Coca-Cola, motoristas enfrentaram visibilidade bastante reduzida e trânsito lento, sendo obrigados a trafegar com faróis aceso sob o temporal.

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Fonte: g1.globo.com

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