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Naufrágio no Rio Solimões mobiliza Defesa Civil após canoa afundar com nove pessoas em Tabatinga

Naufrágio no Rio Solimões mobiliza Defesa Civil após canoa afundar com nove pessoas em Tabatinga
1 de 3 Naufrágio em Tabatinga não deixou feridos, mas trouxe prejuízos. — Foto: Divulgação/Defesa Civil

Um grave susto marcou a navegação fluvial no interior do Amazonas na tarde de sexta-feira (16). Uma embarcação de grande porte de madeira, conhecida regionalmente como “canoão”, afundou nas águas do Rio Solimões, nas imediações da comunidade indígena Belém do Solimões, situada na zona rural do município de Tabatinga. Ao todo, nove pessoas estavam a bordo no momento do sinistro.

Equipes da Defesa Civil municipal agiram rapidamente para socorrer as vítimas. Apesar da força da correnteza e da perda quase total dos mantimentos transportados, todos os ocupantes foram resgatados com vida e sem ferimentos aparentes, sendo conduzidos para uma área segura de praia rasa às margens do rio.

Ventos fortes e banzeiros provocaram o naufrágio durante a travessia

Segundo informações divulgadas pelas autoridades que atenderam a ocorrência, o canoão partiu da sede de Tabatinga ainda durante a manhã de sexta-feira. O destino final da viagem era o município de São Paulo de Olivença, um percurso comum para comerciantes e moradores da tríplice fronteira.

No entanto, ao se aproximar da aldeia Belém do Solimões, a embarcação enfrentou condições climáticas adversas repentinas. Rajadas intensas de vento combinadas com o forte banzeiro — ondas fluviais provocadas pela agitação das águas ou pela passagem de outras embarcações — desestabilizaram o barco, que acabou sendo inundado e submergindo.

Perfil dos passageiros e o alerta sobre a ausência de coletes salva-vidas

Entre os nove ocupantes resgatados estavam indígenas da etnia Tikuna e cidadãos de nacionalidade peruana. O grupo contava com duas crianças e duas mulheres. A composição reflete a intensa dinâmica social e transfronteiriça da calha do Alto Solimões, onde o trânsito entre aldeias e cidades é constante.

Um dos pontos mais críticos destacados pelos socorristas foi a total ausência de equipamentos básicos de segurança durante o trajeto:

  • Nenhum dos nove passageiros utilizava colete salva-vidas;
  • O transporte misto de pessoas e carga pesada aumentava o risco de afundamento rápido;
  • A presença de menores exigia precaução redobrada na navegação.

O episódio reacende o debate sobre a segurança na navegação fluvial amazônica, rotineiramente fiscalizada pela Marinha do Brasil, que reforça de maneira contínua a obrigatoriedade dos dispositivos de flutuação para prevenir mortes por afogamento nos rios da região.

Prejuízos materiais e recuperação parcial de cargas no rio

Além das pessoas, o canoão transportava uma quantidade expressiva de mercadorias destinadas ao abastecimento comercial. A lista de insumos incluía alimentos básicos, combustível, peças pesadas de ferro e folhas de zinco para cobertura. Boa parte desse material caiu nas águas barrentas do Solimões com o tombamento.

Com o apoio de ribeirinhos locais, os agentes de socorro conseguiram içar a própria embarcação e recuperar o motor do tipo rabeta, além de recolher parte das mercadorias que boiavam na superfície. Os passageiros receberam recomendação expressa para pernoitar na aldeia Belém do Solimões e seguir viagem somente após o amanhecer, quando a visibilidade e as condições de navegação são mais favoráveis.

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Fonte: g1.globo.com

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