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Cenário de destruição marca o dia seguinte a incêndio no Centro de Manaus

Cenário de destruição marca o dia seguinte a incêndio no Centro de Manaus
Foto: Willian Duarte/Rede Amazônica

O dia seguinte ao incêndio que devastou cinco estabelecimentos comerciais no coração de Manaus revela a dimensão dos danos estruturais na região. Após a conclusão do trabalho de rescaldo pelo Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), encerrado na noite de quinta-feira (15), o que restou foram estruturas metálicas retorcidas, telhados colapsados e paredes tomadas pela fuligem. A área, que é um dos eixos comerciais mais movimentados da capital amazonense, ainda tenta retomar a normalidade sob o impacto do ocorrido.

A origem das chamas e a propagação

O sinistro teve início por volta das 10h de quinta-feira, em um restaurante localizado na área central. Segundo o proprietário do estabelecimento, Jefferson Santos, a suspeita é de que o fogo tenha se originado na churrasqueira durante a rotina de preparo de alimentos. O comerciante relatou que a gordura liberada pelos frangos teria facilitado a propagação rápida das chamas, que alcançaram a estrutura da coifa e, rapidamente, atingiram os imóveis vizinhos.

A tentativa inicial de controle por parte dos funcionários, utilizando extintores, não foi suficiente para conter o avanço do fogo. A densa coluna de fumaça, visível de diversos pontos da cidade, gerou apreensão imediata. Comerciantes locais e brigadistas de lojas próximas uniram esforços, utilizando mangueiras e equipamentos de segurança para tentar frear a destruição antes da chegada das equipes oficiais.

Mobilização e resposta das autoridades

Para combater o incêndio, o CBMAM mobilizou um efetivo de 36 bombeiros e 11 viaturas. A operação exigiu precisão técnica para evitar que o fogo se alastrasse para outras edificações históricas e comerciais próximas. Como medida preventiva, o Edifício Ajuricaba, um prédio residencial vizinho, precisou ser evacuado. A síndica, Mônica Ferreira, confirmou que todos os moradores foram retirados em segurança.

O trabalho de rescaldo, que se estendeu por toda a tarde, foi fundamental para eliminar focos de calor remanescentes e evitar a reignição. Ruas estratégicas, como a Floriano Peixoto e a Doutor Moreira, permaneceram interditadas durante o período de maior intensidade do combate às chamas. Até o momento, a Defesa Civil Municipal não forneceu detalhes sobre a interdição definitiva dos imóveis ou possíveis programas de auxílio para os comerciantes afetados.

Impactos na rotina do centro histórico

O incidente trouxe à tona discussões sobre a segurança contra incêndios em edificações antigas no Centro de Manaus. A densidade de construções e a proximidade entre os estabelecimentos facilitam a propagação de sinistros, tornando o trabalho das equipes de emergência um desafio constante. Além dos danos materiais, o episódio gerou transtornos à mobilidade urbana e ao comércio local, que precisou interromper as atividades por motivos de segurança.

Para acompanhar os desdobramentos sobre a perícia, a situação dos imóveis e as medidas de recuperação para a área, continue acompanhando o portal O Amazonas. Nossa equipe segue apurando novas informações para manter você sempre bem informado sobre os fatos que impactam o dia a dia da nossa capital.

Fonte: g1.globo.com

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