Estratégias para a saúde pública no centro do debate eleitoral
A disputa pelo segundo turno das eleições estaduais no Amazonas, marcada para o dia 25 de outubro, intensificou o debate sobre a eficiência da rede pública de saúde. Nesta segunda-feira (12), os candidatos Omar Aziz (PSD) e Maria do Carmo (PL) utilizaram agendas de campanha e entrevistas a portais de notícias para apresentar suas propostas voltadas à redução da fila do Sistema Nacional de Regulação (SisReg), um dos gargalos mais críticos da gestão estadual.
O cenário atual da saúde no estado é um dos principais pontos de preocupação do eleitorado. Dados apontam que a fila de espera para procedimentos e consultas no SisReg ultrapassa a marca de 159 mil pessoas, com uma demanda acumulada de mais de um milhão de exames pendentes. A resolução desse passivo tornou-se o eixo central das estratégias de ambos os postulantes ao cargo de governador.
Propostas de Omar Aziz para os primeiros cem dias
Líder do primeiro turno com 40,63% dos votos válidos, o candidato Omar Aziz defende uma abordagem baseada em parcerias público-privadas para desafogar o sistema. Em entrevista a um consórcio de veículos de comunicação, o ex-governador enfatizou que a estrutura estatal, isoladamente, não possui capacidade operacional para absorver a demanda reprimida no curto prazo.
A estratégia proposta por Aziz consiste em negociar valores exequíveis com hospitais, clínicas e laboratórios particulares para a realização de exames e cirurgias. O candidato estabeleceu como meta de governo a redução drástica dessa fila logo nos primeiros cem dias de gestão. Segundo ele, as tratativas para viabilizar esse modelo de cooperação devem ser iniciadas ainda durante o período de transição, caso seja eleito.
Visão de Maria do Carmo sobre a gestão do SisReg
A candidata Maria do Carmo, que obteve 24,49% dos votos no primeiro turno, propõe uma reestruturação do fluxo de atendimento. Durante agenda realizada na zona oeste de Manaus, a professora destacou a necessidade de um diagnóstico preciso sobre as dificuldades do sistema, priorizando a organização dos atendimentos tanto na capital quanto nos municípios do interior do estado.
Para a candidata, o processo atual é excessivamente burocrático e exige uma revisão profunda. Maria do Carmo sugere um esforço intensivo de cem dias, utilizando modelos de sucesso aplicados em outras unidades da federação para equalizar as filas. Assim como seu adversário, a candidata também não descarta o uso de convênios com a rede privada para ampliar a oferta de serviços à população, reforçando que o governo deve atuar como um facilitador do acesso à saúde.
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Fonte: g1.globo.com