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Exportações de soja e petróleo levam balança comercial a superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro

Exportações de soja e petróleo levam balança comercial a superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro
© Tânia Rêgo/Agência Brasil

A balança comercial brasileira apresentou um desempenho robusto em setembro, consolidando um superávit de US$ 7,74 bilhões. O resultado, divulgado nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), representa mais que o dobro do registrado no mesmo período de 2025, quando o saldo positivo foi de US$ 3,14 bilhões. O montante é o segundo melhor da série histórica para o mês, ficando atrás apenas de setembro de 2023.

O cenário favorável foi sustentado por um avanço expressivo nas exportações, que totalizaram US$ 34,42 bilhões, um crescimento de 12,9% em relação ao ano anterior. Esse movimento foi impulsionado principalmente pela indústria extrativa, com destaque para o petróleo e o cobre, além da força contínua do agronegócio e da indústria de transformação. A corrente de comércio — a soma de todas as trocas com o exterior — atingiu US$ 61,09 bilhões, configurando o maior valor já registrado para meses de setembro.

Setores estratégicos e o impacto do petróleo

A indústria extrativa liderou o crescimento das vendas externas, com uma alta de 39,8% ante setembro de 2025. O petróleo bruto foi o protagonista desse salto, beneficiado tanto pelo aumento do volume produzido quanto pela valorização dos preços internacionais. A escalada dos conflitos no Oriente Médio atuou como um catalisador, elevando o preço médio do barril em 24,7% e impactando diretamente a receita exportadora brasileira.

No setor de transformação, o destaque ficou por conta dos farelos de soja e dos combustíveis. Já no agronegócio, a soja manteve sua relevância, acompanhada pelo café não torrado e por um crescimento atípico nas exportações de centeio e aveia, influenciado por ajustes no cronograma de embarques. Esses números reforçam a resiliência da pauta exportadora nacional, mesmo diante de um cenário global de incertezas geopolíticas.

Dinâmica das importações e investimentos

Enquanto as exportações avançaram, o volume de importações brasileiras apresentou um leve recuo de 2,4%, totalizando US$ 26,68 bilhões. O dado revela uma retração significativa na compra de bens de capital, que caíram 29,8%. Analistas apontam que a manutenção de taxas de juros elevadas tem desestimulado novos investimentos por parte da indústria nacional, que é a principal demandante de máquinas e equipamentos estrangeiros.

Em contrapartida, as importações de combustíveis subiram 41,2%, pressionadas por uma alta de 58,2% nos preços. Esse movimento mostra a dependência do mercado interno em relação aos preços internacionais de energia, que, apesar de encarecerem a conta, não impediram que o saldo final da balança comercial se mantivesse em patamares elevados.

Projeções para o fechamento de 2026

Apesar do bom desempenho mensal, o governo revisou para baixo a projeção de superávit para o acumulado de 2026, passando de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões. Mesmo com o ajuste, a expectativa é que o ano encerre como o segundo melhor resultado da história, superado apenas pelo recorde de 2023, quando o país atingiu US$ 98,8 bilhões. As estimativas oficiais permanecem, contudo, mais otimistas do que as projeções do mercado financeiro, que, via boletim Focus, aponta para um saldo de US$ 78,3 bilhões.

O comércio com os Estados Unidos manteve-se aquecido, com alta de 31,9% nas vendas brasileiras, a despeito de tensões comerciais e novas tarifas. Já o mercado asiático registrou uma queda de 2,5%, enquanto as exportações para a União Europeia saltaram 51,9%, impulsionadas por acordos comerciais que facilitam o escoamento de produtos agropecuários. Para acompanhar os próximos desdobramentos da economia nacional e o impacto dessas movimentações no seu bolso, continue acompanhando O Amazonas, sua fonte de informação precisa e contextualizada sobre o que move o Brasil.

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