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Conservação no Amazonas: Projeto Quelônios de Balbina registra 13 ninhos em praias artificiais

Conservação no Amazonas: Projeto Quelônios de Balbina registra 13 ninhos em praias artificiais
Foto: Divulgação

Em um esforço contínuo pela preservação da rica biodiversidade amazônica, o Projeto Quelônios de Balbina anunciou a identificação de 13 novos ninhos de quelônios em praias artificiais próximas à Usina Hidrelétrica de Balbina, localizada em Presidente Figueiredo, no interior do Amazonas. A descoberta, que inclui ninhos de tartaruga-da-Amazônia e tracajá, representa um marco importante para a iniciativa que atua há quatro décadas na região.

Os registros mais recentes indicam que, dos 13 ninhos localizados, quatro pertencem à tartaruga-da-Amazônia e nove são de tracajás. A primeira desova desta temporada foi observada em 19 de agosto, sendo atribuída a uma tartaruga-da-Amazônia, conforme informações da gerência de Meio Ambiente da AXIA Energia, concessionária responsável pela usina.

Um Legado de Quatro Décadas para a Biodiversidade

Com uma trajetória que se estende por mais de 40 anos, o Projeto Quelônios de Balbina tem sido um pilar fundamental na conservação das espécies aquáticas da região. Ao longo de sua existência, a iniciativa já reintroduziu mais de 180 mil animais à natureza, principalmente no Rio Uatumã. Esse trabalho incansável contribui diretamente para a manutenção do equilíbrio ecológico e a preservação da biodiversidade na Região Metropolitana de Manaus.

A atuação do projeto é um exemplo de como a colaboração entre entidades e a dedicação à pesquisa e proteção podem gerar resultados significativos a longo prazo. A AXIA Energia, por meio de sua gerência de Meio Ambiente, reforça o compromisso com as ações de mitigação e conservação que acompanham a operação da usina.

Praias Artificiais: Um Refúgio Seguro para a Reprodução

A escolha por praias artificiais para a reprodução dos quelônios não é aleatória. Essas áreas são cuidadosamente planejadas e monitoradas para oferecer um ambiente controlado e seguro, minimizando os riscos inerentes aos habitats naturais. Em ambientes selvagens, os ninhos podem ser ameaçados por predadores, inundações causadas por variações no nível dos rios ou até mesmo pela ação humana.

Shislena Botelho, gerente de Meio Ambiente da AXIA Energia na região Norte, destacou a importância dessas estruturas.

Fonte: g1.globo.com

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