A corrida eleitoral para as duas vagas ao Senado Federal pelo Amazonas em 2026 ganha novos contornos com a divulgação da mais recente pesquisa Quaest. O levantamento, encomendado pela Rede Amazônica, coloca o senador Eduardo Braga (MDB) na liderança das intenções de voto, em um cenário que exige atenção redobrada dos eleitores, já que o pleito permitirá a escolha de dois nomes por cidadão.
Realizada entre os dias 20 e 23 de setembro, a sondagem ouviu 804 pessoas com 16 anos ou mais. Com uma margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%, os dados refletem um momento de consolidação de nomes conhecidos no cenário político estadual, embora o alto índice de indecisão na modalidade espontânea — quando o eleitor não é apresentado a uma lista de candidatos — ainda alcance 65% do eleitorado.
Cenário de intenções de voto e a dinâmica das duas vagas
Na pesquisa estimulada, que considera a soma das menções para a primeira e a segunda vagas, Eduardo Braga aparece com 27%, seguido pelo Capitão Alberto Neto (PL), com 17%. O senador Plínio Valério (PSDB) registra 14%, enquanto o governador Wilson Lima (União Brasil) soma 13%. Os demais candidatos, como Ismael Munduruku (Rede) e Professora Evany (PSOL), aparecem com percentuais inferiores, mantendo o quadro de polarização entre as figuras políticas mais tradicionais.
A metodologia da pesquisa é fundamental para entender o comportamento do eleitor. Como cada cidadão deve votar em dois candidatos, os números são segmentados. Na disputa pela primeira vaga, Eduardo Braga lidera com 40%, seguido por Alberto Neto (22%) e Wilson Lima (13%). Já na segunda vaga, o cenário se torna mais pulverizado, com Plínio Valério à frente, somando 20%, seguido por Braga (14%) e Lima (14%).
Rejeição e a consolidação do eleitorado
Além da intenção de voto, o levantamento mediu o índice de rejeição dos postulantes. Wilson Lima apresenta o maior percentual de eleitores que afirmam conhecer o candidato e não votar nele, atingindo 62%. Eduardo Braga aparece com 36% de rejeição, enquanto Alberto Neto e Plínio Valério registram 34% e 31%, respectivamente. Esses números indicam que, embora a liderança seja ocupada por nomes de peso, a resistência de parte do eleitorado a figuras centrais da política amazonense ainda é um fator decisivo.
Apesar da volatilidade comum em períodos pré-eleitorais, 70% dos entrevistados afirmam que sua escolha já é definitiva. Por outro lado, 30% admitem que ainda podem alterar o voto até o dia 4 de outubro de 2026. Este grupo de eleitores indecisos ou em transição representa o principal alvo das estratégias de campanha nos próximos meses.
Contexto e transparência eleitoral
O pleito de 2026 será um marco para a renovação legislativa, com a disputa de 54 das 81 cadeiras do Senado em todo o país. No Amazonas, a complexidade de escolher dois nomes exige que o eleitor esteja atento às regras e ao perfil de cada candidato. Para conferir os detalhes técnicos e o registro oficial desta pesquisa, o eleitor pode consultar o portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o número BR-08101/2026.
O portal O Amazonas segue acompanhando de perto o desenrolar das movimentações políticas e os desdobramentos das pesquisas eleitorais. Continue conosco para se manter informado com análises aprofundadas, dados atualizados e uma cobertura comprometida com a transparência e a relevância para o cidadão amazonense.
Fonte: g1.globo.com