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Maria do Carmo propõe preparo para secas e cheias no Amazonas e relativiza crise climática

Maria do Carmo propõe preparo para secas e cheias no Amazonas e relativiza crise climática
1 de 1 A candidata do PL, Professora Maria do Carmo — Foto: Jadson Lima/g1 AM

Em um cenário de crescentes discussões sobre os desafios ambientais e sociais na Amazônia, a Professora Maria do Carmo (PL), candidata ao governo do Amazonas nas eleições de 2026, destacou a necessidade urgente de o estado se preparar de forma robusta para os períodos cíclicos de seca e cheia. Durante sabatina na Rede Amazônica, que integra uma série de entrevistas com os postulantes ao cargo, a candidata apresentou sua visão sobre a relação entre esses fenômenos naturais e a chamada crise climática, defendendo uma abordagem focada na prevenção e em soluções permanentes para a população ribeirinha.

A entrevista, realizada nesta segunda-feira (14), marcou o início da rodada de conversas com os candidatos, que também incluirá Omar Aziz (PSD), Roberto Cidade (União Brasil) e David Almeida (Avante) nos dias seguintes. A pauta da sabatina abrangeu temas cruciais como economia, educação, saúde, segurança pública e infraestrutura, mas foi a abordagem de Maria do Carmo sobre as questões climáticas e ambientais que gerou particular atenção, ao relativizar a interpretação da crise climática no contexto amazônico.

Preparação para Fenômenos Recorrentes e a Visão Climática

Maria do Carmo enfatizou que as secas e cheias são eventos intrínsecos à realidade amazônica, com os quais a população local convive há gerações. “Na verdade, a gente tem as secas e as cheias. Pelo menos eu, na minha vida inteira, convivi com isso. O que a gente precisa é estar preparado a cada ano para poder dar suporte para a população ribeirinha”, afirmou a candidata. Essa perspectiva sugere uma distinção entre os fenômenos sazonais e a narrativa global da crise climática, que, segundo ela, seria mais aplicável a eventos extremos como tufões, furacões ou nevascas na região.

Para a candidata, o foco do poder público deve estar em medidas de prevenção e apoio às comunidades que anualmente sofrem com a alteração do nível dos rios. Ela argumenta que, ao invés de atribuir todos os problemas à “emergência climática”, é fundamental reconhecer e antecipar os desafios já conhecidos. A Professora relatou ter visitado Tabatinga no fim de semana, onde pôde observar de perto os impactos da estiagem na rotina dos moradores, que enfrentam dificuldades de deslocamento e transporte de mercadorias devido à vazante dos rios.

Propostas para Mitigar Impactos e Aproximar o Estado

Diante dos desafios recorrentes, Maria do Carmo defendeu investimentos em infraestruturas duradouras que possam minimizar os efeitos da variação hídrica. Ela questionou a dependência de soluções temporárias, como passarelas de madeira, e propôs a implementação de “passarelas permanentes” e outras alternativas que facilitem a vida das pessoas nas comunidades ribeirinhas. A visão é de que o governo precisa criar mecanismos para antecipar problemas e oferecer condições mais dignas à população que vive à beira dos rios.

Outra proposta central da candidata é a ampliação da presença do Estado nos municípios do interior por meio da criação de subsedes administrativas em regiões estratégicas do Amazonas. O objetivo é utilizar estruturas já existentes para aproximar os serviços públicos da população, melhorando a capacidade de resposta do governo diante das necessidades dos moradores. Essa descentralização administrativa visa combater a percepção de abandono e a falta de políticas públicas eficazes que, segundo Maria do Carmo, são a raiz de muitos problemas enfrentados pelas comunidades.

Críticas à Gestão Pública e a Questão do Saneamento

A Professora Maria do Carmo não poupou críticas à gestão pública, relacionando os principais problemas enfrentados pelos municípios do interior à ineficiência e à ausência de políticas públicas adequadas. Ela foi categórica ao afirmar que questões básicas como saneamento e abastecimento de água potável são responsabilidades diretas do poder público, e não meras consequências de uma emergência climática. “A falta de saneamento, a falta de água potável, isso é culpa do governo, não é da emergência climática”, declarou.

Para ilustrar a gravidade da situação, a candidata citou municípios do Alto Solimões, como Benjamin Constant e Atalaia do Norte, onde o acesso à água potável ainda é um desafio diário para a população. Essa abordagem sublinha a necessidade de o governo assumir sua responsabilidade na provisão de serviços essenciais, independentemente das variações climáticas, que, em sua visão, são fenômenos previsíveis e passíveis de gestão com planejamento e investimento adequados. A discussão sobre a crise climática no Amazonas ganha novas camadas com a perspectiva de Maria do Carmo, que convida a um debate mais aprofundado sobre a governança e a resiliência local. Para mais informações sobre as eleições e o cenário político do estado, clique aqui.

O portal O Amazonas segue acompanhando de perto o cenário político e as propostas dos candidatos, trazendo análises aprofundadas e informações relevantes para que você, leitor, esteja sempre bem informado. Continue conosco para não perder os próximos capítulos desta importante cobertura eleitoral e outros temas que impactam diretamente a vida dos amazonenses.

Fonte: g1.globo.com

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