Em um cenário de intensos debates sobre o futuro econômico do Brasil, o candidato ao governo do Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil), apresentou suas propostas para a manutenção e expansão do desenvolvimento do estado. Durante entrevista concedida em uma emissora de televisão no bairro Aleixo, Zona Centro-Sul de Manaus, na manhã de uma sexta-feira, Cidade destacou a importância dos incentivos fiscais e a necessidade de buscar novas matrizes econômicas, visando as Eleições de 2026.
A discussão ganha relevância diante das mudanças iminentes provocadas pela reforma tributária, que promete reconfigurar o modelo econômico nacional a partir de 2027. Para o Amazonas, essa reforma representa um desafio particular, dada a dependência histórica da Zona Franca de Manaus (ZFM) como pilar de sua economia.
A Zona Franca de Manaus e o Desafio da Reforma Tributária
A Zona Franca de Manaus, um modelo de desenvolvimento regional implementado há décadas, tem sido fundamental para a industrialização e a geração de empregos no Amazonas. Criada para promover o desenvolvimento socioeconômico da região amazônica, a ZFM oferece incentivos fiscais que atraem grandes empresas, transformando a capital Manaus em um polo industrial em meio à floresta.
Roberto Cidade enfatizou a importância de preservar esse modelo. “Os incentivos fiscais são muito importantes para que a gente possa atrair investidores, empresas que possam vir para o Amazonas para gerar emprego, renda e oportunidades para o nosso povo. A Zona Franca tem quebrado todos os recordes com investimentos”, afirmou o candidato. Ele ressalta que a manutenção desses benefícios é crucial para garantir a competitividade do estado e a continuidade do fluxo de investimentos, especialmente frente às incertezas da reforma tributária.
A reforma, que visa simplificar o sistema tributário brasileiro, levanta preocupações sobre como os regimes especiais, como o da ZFM, serão integrados ou protegidos no novo arcabouço. A defesa de Cidade reflete a apreensão de setores produtivos e da população amazonense quanto aos impactos de possíveis alterações que possam comprometer a atratividade da região para o capital privado e, consequentemente, a oferta de trabalho.
Expansão Econômica: Novas Matrizes para o Interior
Além da defesa da Zona Franca, Roberto Cidade sublinhou a necessidade de diversificar a economia do Amazonas, explorando novas matrizes que possam impulsionar o desenvolvimento, especialmente no interior do estado. Essa estratégia visa reduzir a dependência de um único modelo e criar oportunidades mais equitativas em todas as regiões.
Entre os setores apontados como promissores estão a exploração de gás, petróleo, potássio e terras raras. A Amazônia possui vastas reservas desses recursos, e uma exploração responsável e sustentável poderia gerar novas fontes de receita e empregos, contribuindo para o desenvolvimento de infraestrutura e serviços nas comunidades locais. A busca por essas novas frentes econômicas é vista como um caminho para fortalecer a autonomia financeira do estado e garantir um crescimento mais robusto e resiliente a longo prazo.
Caminho para 2026: A Agenda do Candidato
Roberto Cidade, que atualmente ocupa o cargo de governador do Amazonas após ter sido eleito de forma indireta pela Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) em maio deste ano, posiciona-se como uma figura central no cenário político estadual. Ele disputa o cargo pela Federação União Progressista, que congrega União Brasil e Progressistas, em coligação com o Podemos e o Partido Socialista Brasileiro (PSB).
A agenda do candidato para as Eleições de 2026 inclui uma série de compromissos públicos. Na mesma sexta-feira da entrevista, Cidade tinha programada uma caminhada na Zona Oeste de Manaus, seguida por uma carreata em Iranduba e uma reunião na Zona Leste da capital. Essas atividades fazem parte da rotina de aproximação com o eleitorado, fundamental para a construção de sua campanha.
O calendário eleitoral para pleitos gerais, como o de 2026, tradicionalmente estabelece o início da campanha em meados de agosto, com a propaganda no rádio e TV começando semanas depois. O primeiro turno das eleições costuma ocorrer no início de outubro. Nestes pleitos, os eleitores definem cargos como presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual, moldando o futuro político e administrativo do país e dos estados.
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Fonte: g1.globo.com