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Prematuridade: Maria Helena, bebê que pesou 620 gramas, vence fase crítica no Amazonas

Prematuridade: Maria Helena, bebê que pesou 620 gramas, vence fase crítica no Amazonas
Foto: Arquivo pessoal

A história de Maria Helena, uma pequena guerreira que nasceu com apenas 740 gramas e chegou a pesar 620 gramas durante sua internação, traz um sopro de esperança e celebração no interior do Amazonas. Após mais de 60 dias de intensa batalha em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal em Parintins, a bebê superou a fase mais crítica de sua vida, marcando um momento de alívio para sua família e para a equipe médica que a acompanhou.

A jornada de Maria Helena começou de forma desafiadora, exigindo cuidados intensivos desde os primeiros instantes. Sua resiliência e a dedicação dos profissionais de saúde foram fundamentais para que ela pudesse avançar para a etapa de ganho de peso, um passo crucial em seu desenvolvimento.

A jornada de Maria Helena: uma luta pela vida

A mãe de Maria Helena, Evelin Naiana, enfrentou complicações sérias durante a gravidez, desenvolvendo um quadro de pressão arterial elevada. Essa condição de saúde materna impôs a necessidade de um parto de urgência, uma decisão médica vital para tentar salvar a vida da bebê, que, segundo os profissionais, tinha poucas horas de vida se não houvesse intervenção imediata.

Evelin descreve a angústia e a fé que a acompanharam nesse período. “Minha pressão estava muito alta e eu já não estava passando os nutrientes necessários para a bebê. Aí, o médico resolveu tirar para salvar ela, porque ela só tinha horas de vida. Eu orei muito, pedi muito a Deus para me dar essa filha, porque meu sonho era ter a minha filha”, relatou, emocionada. A intervenção precoce, embora arriscada, foi a chave para dar a Maria Helena a chance de lutar.

A prematuridade e o recorde no Baixo Amazonas

Nascida com apenas 30 semanas de gestação, Maria Helena representa um caso notável de prematuridade extrema. Seu peso mínimo de 620 gramas durante a internação a coloca como a menor bebê prematura já recebida e mantida com sucesso pela equipe de neonatologia do Hospital Regional Dr. Jofre Matos Cohen, em Parintins. Este feito ressalta a capacidade e a dedicação dos profissionais de saúde da região em lidar com casos de alta complexidade.

A prematuridade, especialmente em casos extremos como o de Maria Helena, apresenta desafios significativos. Bebês que nascem antes das 37 semanas de gestação podem ter órgãos imaturos e necessitam de suporte intensivo para respirar, se alimentar e regular a temperatura corporal. A superação da fase crítica por Maria Helena é um testemunho da evolução dos cuidados neonatais e da força inerente à vida.

O método canguru e a esperança de recuperação

Atualmente, Maria Helena está desfrutando dos benefícios do método canguru, uma prática que promove o contato pele a pele entre o bebê prematuro e sua mãe. Essa técnica é reconhecida mundialmente por seus múltiplos benefícios, incluindo a estabilização da temperatura corporal do bebê, a melhora da respiração, a promoção do vínculo afetivo e, crucialmente, o estímulo ao ganho de peso.

Nesta etapa, a equipe médica e de enfermagem acompanha de perto cada grama que Maria Helena ganha, cada sinal de desenvolvimento. Com um peso atual de 1,384 quilo, a bebê demonstra progresso contínuo, um indicativo positivo de sua recuperação. O método canguru não apenas humaniza o tratamento, mas também empodera a mãe, Evelin, a participar ativamente da recuperação de sua filha, fortalecendo os laços familiares.

O caminho para casa: otimismo e cuidados contínuos

A alta hospitalar de Maria Helena ainda depende de sua evolução e do ganho de peso contínuo, mas a família e a equipe médica estão otimistas. A expectativa é que, em breve, a “guerreirinha” possa finalmente ir para casa, para o aconchego de seu lar e o amor de sua família. A história de Maria Helena é um lembrete poderoso da fragilidade da vida, mas também da sua incrível capacidade de superação.

Para Evelin, sua filha já demonstrou uma força extraordinária desde o início. “Desde o ventre, ela já é muito iluminada, muito abençoada. Então, que ela saiba que ela é uma guerreirinha e que todos nós amamos muito a Maria”, declarou a mãe, expressando o amor e o orgulho por sua “guerreirinha”.

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Fonte: g1.globo.com

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