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Saúde no Amazonas: as propostas dos candidatos ao governo para o setor

Saúde no Amazonas: as propostas dos candidatos ao governo para o setor
Foto: Reprodução/DivulgaCandContas

Desafios da saúde pública no Amazonas

A saúde pública no Amazonas enfrenta gargalos históricos, marcados pela vasta extensão territorial e pela dificuldade logística de levar atendimento especializado a populações isoladas. Com as eleições de 2026, os candidatos ao Governo do Estado apresentaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) seus planos de governo, colocando a infraestrutura hospitalar e a redução das filas de espera como prioridades centrais do debate eleitoral.

Os sete nomes que disputam o comando do Executivo estadual — Roberto Cidade (União Brasil), David Almeida (Avante), Omar Aziz (PSD), Professora Maria do Carmo (PL), Gilberto Vasconcelos (PSTU), Isael Munduruku (Rede) e Cabo Daciolo (Mobiliza) — convergem na necessidade de descentralizar os serviços. Atualmente, a alta complexidade está concentrada em Manaus, o que sobrecarrega a rede da capital e gera longas esperas para pacientes vindos do interior.

Estratégias de regionalização e atendimento

A descentralização é a tônica da maioria das propostas. O candidato David Almeida aposta no programa “Avança Saúde Amazonas”, que prevê a criação de nove polos regionais e a construção de um hospital infantil e uma maternidade na capital. Já Omar Aziz defende a regionalização dos serviços para diminuir a desigualdade entre Manaus e o interior, estabelecendo metas de reduzir para menos de 30 dias o tempo de espera em especialidades críticas.

A Professora Maria do Carmo foca na construção de hospitais regionais em cidades estratégicas como São Gabriel da Cachoeira, Tefé, Tabatinga, Humaitá, Itacoatiara e Eirunepé, equipados com UTIs. Por sua vez, Cabo Daciolo propõe a reorganização da rede em polos regionais, reforçando policlínicas e centros de diagnóstico, além de fortalecer o transporte de pacientes por vias terrestre, fluvial e aérea.

Tecnologia e inovação no combate às filas

O uso da tecnologia aparece como ferramenta essencial para otimizar o acesso. Roberto Cidade, atual governador, propõe a modernização da regulação e o uso intensivo da telemedicina, além da ampliação de seis barcos-hospital para atender comunidades ribeirinhas. A telemedicina também é pilar central para Omar Aziz, que planeja integrar os 62 municípios a uma rede estadual de telessaúde com prontuário eletrônico unificado.

Isael Munduruku traz um olhar diferenciado ao propor a adaptação da rede aos efeitos das mudanças climáticas. Seu plano inclui a criação de um observatório de saúde e clima para monitorar riscos epidemiológicos, como a fumaça e a qualidade da água, garantindo que tratamentos como diálise e pré-natal não sejam interrompidos durante os períodos de seca ou cheia extrema.

Gestão pública e modelos de atendimento

Enquanto a maioria dos candidatos foca em expansão, Gilberto Vasconcelos propõe uma mudança de paradigma na gestão. O candidato do PSTU defende a realização de concursos públicos para preenchimento de cargos e a substituição de modelos de gestão terceirizados, como as Organizações Sociais de Saúde (OSS). Ele propõe ainda a democratização da administração hospitalar, com eleições diretas para diretores de unidades de saúde.

A complexidade do sistema de saúde amazonense exige soluções que vão além da construção de prédios, envolvendo logística, gestão de pessoal e tecnologia. Acompanhar essas propostas é fundamental para o eleitor que busca entender como cada candidato pretende transformar o acesso ao SUS no estado. Continue acompanhando o portal O Amazonas para análises aprofundadas, coberturas especiais e o desdobramento das eleições de 2026 com a credibilidade que você já conhece.

Para mais detalhes sobre as propostas oficiais, consulte o DivulgaCandContas do TSE.

Fonte: g1.globo.com

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