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Policial militar é condenado a 17 anos de prisão por assassinato em festa de Natal em Manaus

Policial militar é condenado a 17 anos de prisão por assassinato em festa de Natal em Manaus
Foto: Reprodução/Redes Sociais

O sargento da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), Edersson Oseias Cordeiro Lira, foi sentenciado a 17 anos, 2 meses e 8 dias de reclusão pelo homicídio de Kennedy Cardoso de Miranda, de 22 anos. O crime, que chocou a capital amazonense, ocorreu durante uma confraternização de Natal no dia 25 de dezembro de 2024. A decisão, proferida após dois dias de julgamento na 3ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, também estabeleceu a perda do cargo público do militar.

O desfecho do julgamento e a perda do cargo

O Conselho de Sentença reconheceu a materialidade e a autoria do crime, condenando o réu por homicídio qualificado por motivo fútil. A sentença determinou o cumprimento inicial da pena em regime fechado. Além da privação de liberdade, o juiz fundamentou a perda do cargo público no artigo 92 do Código Penal, alinhando-se ao entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a execução imediata de decisões emanadas pelo Tribunal do Júri.

Embora tenha sido condenado pela morte de Kennedy, o sargento foi absolvido das acusações de tentativa de homicídio contra outras duas pessoas presentes no local: João Batista Souza da Silva e Sane Sílvia Marques de Souza. Como o réu já se encontrava em prisão preventiva desde dezembro de 2024, a Justiça manteve o encarceramento, negando-lhe o direito de recorrer da sentença em liberdade.

Dinâmica do crime durante a ceia natalina

Kennedy Cardoso de Miranda, natural de Autazes, estava em Manaus para passar o feriado com a família da namorada. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, a tragédia teve início quando Edersson, que havia sido casado com a irmã da namorada da vítima, chegou ao local para visitar as filhas. Testemunhas relataram que o policial estava armado e apresentava sinais de embriaguez, proferindo comentários inoportunos aos presentes.

A situação escalou rapidamente quando o militar, após interagir com o jovem, sacou sua arma e efetuou três disparos, atingindo Kennedy na cabeça. Um guarda municipal presente na festa tentou intervir, mas o agressor conseguiu fugir do local levando a arma utilizada no crime. A vítima chegou a ser socorrida e encaminhada ao Serviço de Pronto Atendimento (SPA) Danilo Corrêa, na Zona Norte de Manaus, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e faleceu na madrugada seguinte.

Antecedentes e a rendição do acusado

A repercussão do caso foi imediata, gerando comoção nas redes sociais e um intenso debate sobre a conduta de agentes de segurança fora de serviço. Após o crime, a Justiça decretou a prisão temporária de Edersson. Dois dias após o ocorrido, em 27 de dezembro de 2024, o policial apresentou-se à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), acompanhado de sua defesa.

Desde a sua apresentação, o réu permaneceu sob custódia do Estado. O processo seguiu os trâmites legais até a condenação final pelo Tribunal do Júri. Embora caiba recurso da decisão, o cumprimento imediato da pena reforça a postura do Judiciário amazonense em casos de crimes violentos cometidos por agentes públicos. O portal O Amazonas segue acompanhando os desdobramentos judiciais e os impactos deste caso na segurança pública local, mantendo o compromisso de levar até você uma cobertura jornalística séria, aprofundada e pautada pelos fatos.

Fonte: g1.globo.com

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