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Embrapa intensifica busca por solução contra praga da mandioca no Amapá

Embrapa intensifica busca por solução contra praga da mandioca no Amapá
Foto: Jeferson Gonçalves/Rede Amazônica

Pesquisa em laboratório busca frear a vassoura-de-bruxa

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no Amapá iniciou uma fase decisiva no combate à praga conhecida como vassoura-de-bruxa, que tem devastado plantações de mandioca em quase todo o estado. Há cerca de um mês, cientistas do Laboratório de Proteção de Plantas começaram a realizar testes in vitro para isolar o fungo causador da doença em ambiente controlado. A medida foi acelerada após a confirmação da presença do microrganismo em cultivos na capital, Macapá, elevando o alerta para a segurança alimentar e a economia local.

O trabalho técnico consiste em cultivar o fungo em placas de vidro, utilizando amostras de petíolos (cabos das folhas) de mandiocas infectadas. Após um rigoroso processo de esterilização para evitar contaminações externas, o ambiente controlado induz o fungo a se projetar para fora do tecido vegetal. Esse método permite que a equipe acompanhe o desenvolvimento das colônias e aplique, de forma precisa, diferentes produtos químicos e biológicos para testar a resistência da praga antes de levar qualquer solução para o campo.

Desafios técnicos e cronograma de resultados

O isolamento do fungo é um processo minucioso que exige paciência e precisão. Por se tratar de um microrganismo de crescimento lento, o ciclo de desenvolvimento em laboratório leva, em média, 40 dias. Segundo a analista de laboratório Adriana Bariane, o acompanhamento contínuo é fundamental para garantir que as colônias estejam prontas para os testes de eficácia, tanto em meios sólidos quanto líquidos.

A expectativa da Embrapa é apresentar um balanço parcial das pesquisas até dezembro. Cristiane Ramos, chefe-geral da instituição no Amapá, destaca que o objetivo vai além do controle químico. A equipe também trabalha no mapeamento de variedades de mandioca que apresentem tolerância natural à doença. A meta é identificar pelo menos uma ou duas variedades produtivas que consigam se desenvolver mesmo na presença do fungo, oferecendo uma alternativa sustentável aos agricultores.

Avanço da praga e mobilização estadual

A situação no Amapá é crítica, com a praga confirmada em 15 dos 16 municípios do estado, conforme dados da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá (Diagro). Apenas o município de Vitória do Jari, localizado a 306 km de Macapá, permanece sem registros oficiais da doença. A rápida disseminação motivou uma mobilização que envolve não apenas a Embrapa, mas também o Ministério da Agricultura, que enviou técnicos ao estado para avaliar estratégias de contenção.

O combate à vassoura-de-bruxa é uma corrida contra o tempo para preservar a cultura da mandioca, base da alimentação e renda de muitas comunidades rurais e indígenas no Amapá. A integração entre a ciência laboratorial e o monitoramento em campo é vista como o caminho mais seguro para mitigar os impactos dessa crise agrícola. Para acompanhar os desdobramentos desta pesquisa e outras notícias relevantes sobre o desenvolvimento regional, continue lendo o portal O Amazonas, seu compromisso diário com a informação de qualidade e credibilidade.

Fonte: g1.globo.com

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