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Ibovespa sobe 1,3% e atinge maior patamar em quatro meses impulsionado pelo petróleo

Ibovespa sobe 1,3% e atinge maior patamar em quatro meses impulsionado pelo petróleo
© REUTERS/Amanda Perobelli/Proibida reprodução

Petróleo dita o ritmo do mercado financeiro

O mercado financeiro brasileiro viveu um dia de descolamento em relação às tensões globais nesta terça-feira (1º). Enquanto o cenário externo apresentava turbulências, a forte valorização do petróleo no mercado internacional serviu como um combustível para o Ibovespa, que encerrou o pregão com alta de 1,3%, alcançando 179.722,48 pontos. Este resultado marca o maior nível de fechamento do índice em quase quatro meses, superando a barreira dos 181 mil pontos durante a sessão, um patamar não visto desde 12 de maio.

O movimento de alta foi liderado, em grande parte, pela Petrobras. As ações preferenciais da estatal registraram valorização de 4,11%, enquanto os papéis ordinários avançaram 4,14%. O otimismo dos investidores com a companhia foi reforçado pela combinação entre a escalada dos preços da commodity e o anúncio recente de reajuste de 13,9% no preço do querosene de aviação. Além disso, o setor petrolífero brasileiro opera sob o impacto positivo do recorde de produção nacional, que atingiu a marca de 4,5 milhões de barris por dia em julho, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Câmbio e a reação ao PIB brasileiro

No mercado de câmbio, o dia foi de alívio para o real. O dólar comercial fechou em queda de 0,54%, sendo cotado a R$ 5,153. A trajetória da moeda, contudo, não foi linear. Logo pela manhã, a divisa chegou a ser negociada a R$ 5,20, reagindo à divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre, que apontou uma desaceleração da economia brasileira com crescimento de 0,5%.

A perda de ritmo na atividade econômica, após a expansão de 1,1% registrada no primeiro trimestre, trouxe um efeito colateral imediato: a expectativa de que o Banco Central retome o ciclo de cortes na Taxa Selic, atualmente em 14% ao ano. Embora juros menores possam, teoricamente, reduzir a atratividade do Brasil para o capital estrangeiro, o mercado de câmbio acabou por seguir a tendência de valorização das moedas de países emergentes, impulsionada pela alta do petróleo, ignorando a pressão de alta observada no índice DXY, que mede a força do dólar frente a outras moedas globais.

Tensões geopolíticas e o impacto nas commodities

A disparada do petróleo, que foi o principal motor da bolsa brasileira, tem raízes diretas na geopolítica. O anúncio de novos ataques dos Estados Unidos contra alvos no Irã reacendeu temores sobre a oferta global da commodity. A preocupação central dos analistas recai sobre a segurança do Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o escoamento da produção mundial de petróleo.

Como reflexo direto, o barril do tipo Brent para novembro fechou cotado a US$ 94,65, uma alta de 4,6%. Já o petróleo WTI, referência no Texas, teve uma valorização ainda mais expressiva, subindo 5,2% e encerrando o dia a US$ 90,22. Este cenário de incerteza no Oriente Médio contrasta com o ambiente de cautela em Wall Street, onde o índice S&P 500 recuou 0,71% em meio a um movimento global de venda de títulos do Tesouro norte-americano.

Para o investidor, o momento exige atenção redobrada aos desdobramentos externos e aos sinais da política monetária interna. Continue acompanhando o portal O Amazonas para análises diárias sobre os rumos da economia, política e os fatos que impactam diretamente o seu bolso e o cenário nacional.

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