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Dólar recua para R$ 5,14 em dia de alívio no mercado externo e alta da bolsa

Dólar recua para R$ 5,14 em dia de alívio no mercado externo e alta da bolsa
Principais números do mercado nesta sexta (21 Dólar comercial: R$ 5,142 (-1%

Em um cenário de otimismo e alívio tanto no mercado doméstico quanto no internacional, o dólar comercial registrou uma queda significativa nesta sexta-feira, 21 de agosto, fechando no menor patamar em mais de dez dias. A moeda estadunidense encerrou o pregão cotada a R$ 5,142, refletindo uma série de fatores globais e expectativas internas que impulsionaram o apetite por risco. Paralelamente, a bolsa de valores brasileira, o Ibovespa, experimentou uma forte valorização, consolidando uma semana de ganhos e sinalizando uma recuperação após um período de instabilidade.

O movimento de recuo do dólar e a ascensão da bolsa foram impulsionados pelo enfraquecimento da moeda estadunidense no exterior, pela expectativa em torno do cenário eleitoral brasileiro e por um maior apetite dos investidores por ativos de risco. No mercado de petróleo, a cotação do barril do tipo Brent também encerrou a sessão em alta, superando US$ 94, sob a pressão das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Cenário Global e o Recuo do Dólar

A desvalorização do dólar comercial, que caiu 1% nesta sexta-feira para R$ 5,142, chegou a tocar R$ 5,13 por volta das 15h30, marcando o menor nível de fechamento desde 10 de agosto. Ao longo da semana, a moeda estadunidense acumulou uma queda de 1,53%, um indicativo claro de um alívio nas pressões cambiais que vinham sendo observadas.

Este resultado foi fortemente influenciado pelo comportamento do dólar em âmbito global. A moeda norte-americana atingiu seu menor nível em três meses diante das expectativas relacionadas às operações de recompra de títulos de longo prazo pelo Tesouro dos Estados Unidos. A perspectiva de maior liquidez no mercado de títulos públicos estadunidenses tende a reduzir a atratividade do dólar como porto seguro, favorecendo divisas de países emergentes.

O índice DXY, que monitora o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, encerrou a tarde próximo dos 98,856 pontos, registrando uma queda semanal de cerca de 0,80%. Nesse contexto, o real brasileiro se destacou entre as moedas com melhor desempenho no dia, ao lado do peso chileno. O euro, por sua vez, alcançou o maior valor desde maio, e a libra esterlina atingiu seu pico desde fevereiro, evidenciando uma tendência global de valorização de outras moedas em relação ao dólar.

Ibovespa em Ascensão: Fatores e Desafios

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou o pregão em alta de 1,85%, atingindo 171.031,73 pontos. Esta foi a terceira alta consecutiva do índice, que alcançou seu maior nível desde 10 de agosto. Com este desempenho, a bolsa brasileira acumulou uma valorização de 2,45% na semana, um sinal de recuperação após um início de mês desafiador.

Apesar da recuperação recente, o índice ainda registra uma queda de 3,91% no mês. As ações de grandes bancos tiveram um papel crucial na sustentação do Ibovespa durante o pregão, enquanto o fluxo de recursos estrangeiros permaneceu no radar dos investidores. Dados da B3 indicavam uma saída líquida de R$ 22 bilhões em capital estrangeiro da bolsa brasileira em agosto até o dia 19, o que torna a atual recuperação ainda mais notável, sugerindo uma resiliência do mercado doméstico.

Petróleo Sob Pressão Geopolítica

O mercado de petróleo também encerrou a semana com forte valorização. O barril do tipo Brent, referência para as negociações internacionais, avançou 0,65% (equivalente a US$ 0,61), fechando a US$ 94,39 por barril. Na semana, a cotação do Brent acumulou uma valorização expressiva de 6,6%. Da mesma forma, o barril WTI, do Texas, subiu 0,26% (US$ 0,23) e terminou a sessão a US$ 87,06 por barril, com alta semanal de 5,6%.

Este avanço nos preços do petróleo é reflexo direto da continuidade das tensões entre Estados Unidos e Irã, além das incertezas que pairam sobre o transporte de cargas em rotas marítimas estratégicas. O Estreito de Ormuz, vital para o fluxo global de petróleo, e o Mar Vermelho, onde o tráfego de petroleiros também enfrenta restrições, são pontos de vulnerabilidade que mantêm o mercado em alerta. As negociações entre as potências continuam paralisadas, alimentando o temor de novos impactos sobre a oferta e o transporte internacional de petróleo, o que naturalmente eleva os preços.

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