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Sobrevivente de chacina em Manaus recebe alta da UTI e aguarda depoimento à polícia

Sobrevivente de chacina em Manaus recebe alta da UTI e aguarda depoimento à polícia
Policiais militares na porta de casa onde três pessoas foram assassinadas em Manaus Rede Amazônica

A capital amazonense acompanha de perto os desdobramentos da chacina que chocou o bairro São Jorge, na Zona Centro-Sul de Manaus, na última segunda-feira. Em um avanço significativo para a única sobrevivente do brutal ataque, Dilma Cilene Lima Sampaio, de 54 anos, recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e agora se recupera na enfermaria de uma unidade de saúde local. A notícia traz um alívio em meio à tragédia que resultou na morte de três pessoas e na prisão do principal suspeito.

Dilma estava internada desde o dia do crime, quando foi gravemente ferida durante a ação. Sua recuperação é um ponto crucial para a elucidação completa dos fatos, uma vez que ela é a testemunha ocular mais importante do ocorrido.

Recuperação da sobrevivente e o aguardado depoimento

A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) confirmou a melhora no quadro de Dilma Cilene Lima Sampaio, informando que ela deixou a UTI e foi transferida para a enfermaria. A paciente permanece sob os cuidados de uma equipe multiprofissional da rede estadual de saúde, que monitora sua evolução e garante todo o suporte necessário para sua plena recuperação física e emocional.

Com a alta da UTI, a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), aguarda o momento em que Dilma estiver em condições de prestar depoimento. Seu testemunho é considerado fundamental para consolidar as provas e esclarecer detalhes sobre a dinâmica do crime, que deixou a população local consternada. A expectativa é que, assim que liberada pelos médicos, ela possa contribuir com a investigação.

Detalhes da chacina que abalou Manaus

A chacina ocorreu na manhã da última segunda-feira, em uma residência no bairro São Jorge. Segundo as investigações preliminares, o suspeito, Ezenilson Silva de Sousa, chegou ao imóvel por volta das 5h30, estacionou uma motocicleta e pulou o muro. Ele permaneceu no local por cerca de duas horas, tempo em que teria cometido os assassinatos e ferido Dilma, antes de deixar a residência por volta das 7h.

As vítimas fatais foram identificadas como Francisco das Chagas Morais Santos, de 66 anos, Isabella Coelho Morais, de 29, e Guilherme Pereira Lima Filho, de 65. Os corpos foram encontrados em diferentes cômodos da casa, evidenciando a brutalidade do ataque. Dilma, a quarta pessoa atingida, morava no térreo da residência e foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), sendo levada ao Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, na Zona Leste de Manaus.

Dívida e desentendimento: a motivação por trás do ataque

A principal linha de investigação da Polícia Civil aponta para uma motivação financeira por trás da chacina. Ezenilson Silva de Sousa, o principal suspeito, teria ido à residência para cobrar dinheiro de Francisco das Chagas Morais Santos, que era pastor e seu ex-sogro. O suspeito alegou ter uma dívida de R$ 19 mil com agiotas e buscava auxílio financeiro.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, houve um desentendimento quando Francisco se recusou a ceder mais dinheiro a Ezenilson. O suspeito teria então “perdido a cabeça” e atacado o pastor ainda em seu quarto. Para cometer os crimes, Ezenilson afirmou à polícia ter utilizado um martelo, que, segundo ele, foi jogado em um igarapé próximo à residência após o ataque. Além dos assassinatos, o suspeito levou um pequeno cofre com cerca de R$ 900, pertencente a Francisco, e os celulares de três das vítimas, usando uma máscara de proteção na tentativa de não ser identificado.

Ação policial e os próximos passos da investigação

A descoberta dos corpos e o acionamento da Polícia Militar por um morador da região desencadearam uma rápida resposta das autoridades. A área foi isolada para o trabalho da perícia, e o Instituto Médico Legal (IML) e o Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) foram mobilizados para os procedimentos cabíveis. A agilidade da Polícia Civil resultou na prisão de Ezenilson Silva de Sousa ainda na mesma segunda-feira, um passo crucial para a justiça.

Com a sobrevivente em recuperação e o suspeito detido, a investigação da DEHS prossegue para coletar todas as provas e depoimentos necessários. O caso ressalta a importância da atuação conjunta das forças de segurança e saúde para garantir a assistência às vítimas e a punição dos responsáveis por atos de violência. Para mais informações sobre este e outros casos de repercussão no Amazonas, acompanhe as atualizações em portais de notícias confiáveis.

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Fonte: g1.globo.com

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