O Brasil se prepara para um evento histórico no cenário esportivo mundial. Na manhã desta quinta-feira, 20 de agosto de 2026, a Federação Internacional de Futebol (FIFA) confirmou em Zurique, Suíça, que o lendário Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, será o palco tanto da partida de abertura quanto da grande final da Copa do Mundo Feminina de 2027. A estreia da seleção brasileira está marcada para 24 de junho, enquanto a decisão do título ocorrerá em 25 de julho.
A escolha do Maracanã para sediar os momentos mais importantes do torneio sublinha a relevância do estádio para o futebol mundial e a expectativa em torno da primeira Copa do Mundo Feminina realizada em solo brasileiro. Como país-sede, o Brasil já tem sua vaga garantida no Grupo A, prometendo uma jornada emocionante para milhões de torcedores.
A jornada da seleção brasileira na Copa do Mundo Feminina
Após a aguardada estreia no Maracanã, a seleção brasileira feminina seguirá para São Paulo, onde enfrentará seu segundo desafio em 29 de junho, na Neo Química Arena. A fase de grupos será concluída em 4 de julho, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, completando a primeira etapa da campanha em busca do inédito título mundial.
Além dessas capitais, outras cidades brasileiras também receberão jogos da fase de grupos, reforçando o caráter nacional do evento. A Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em Salvador, sediará dois confrontos, e a Arena Pernambuco, em Recife, também fará parte do roteiro inicial do torneio. A distribuição estratégica dos jogos visa envolver diversas regiões do país e maximizar o alcance da competição.
Caso a seleção brasileira avance na liderança de seu grupo, o caminho até a final no Maracanã incluirá partidas eliminatórias na Arena Castelão, em Fortaleza (oitavas de final), no Mineirão, em Belo Horizonte (quartas de final), e novamente em São Paulo (semifinal). Se classificar em segundo lugar, a rota será pelo Mineirão (oitavas), Arena Castelão (quartas) e, curiosamente, o Maracanã para a semifinal, antes de uma possível final no mesmo estádio.
Maracanã: palco de memórias e expectativas para a Copa Feminina
A escolha do Maracanã não é apenas simbólica, mas também um reconhecimento da sua rica história com o futebol feminino. O estádio já foi palco de momentos marcantes para a seleção. Em 2016, sediou a semifinal da Olimpíada do Rio de Janeiro, onde o Brasil empatou sem gols com a Suécia no tempo normal, mas foi superado nos pênaltis por 4 a 3. Curiosamente, a equipe sueca era então comandada por Pia Sundhage, que mais tarde assumiria o comando da Amarelinha.
A estreia das brasileiras no Maracanã remonta a 20 de julho de 2007, durante a fase de grupos dos Jogos Pan-Americanos do Rio, quando a seleção goleou o Canadá por 7 a 0. Seis dias depois, o estádio testemunhou a conquista da medalha de ouro com uma vitória expressiva de 6 a 0 sobre os Estados Unidos, com um time que contava com ícones como Marta, Cristiane e Formiga. Esses momentos históricos solidificam a conexão entre o Maracanã e o sucesso do futebol feminino brasileiro.
Nos bastidores, o Maracanã disputou a honra de sediar a abertura com a Neo Química Arena, em São Paulo, casa do Corinthians, clube com um dos mais vitoriosos times femininos do país. A arena paulista recebeu sete jogos da seleção feminina desde sua inauguração em 2016, com um retrospecto de seis vitórias consecutivas e apenas uma derrota, incluindo um triunfo por 2 a 1 sobre os Estados Unidos em um amistoso recente, em 6 de julho.
O impacto da Copa do Mundo Feminina no Brasil
A realização da Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil representa um marco significativo para o desenvolvimento da modalidade no país e na América do Sul. O torneio, que contará com 32 seleções e um total de 64 jogos distribuídos em oito cidades-sede, tem o potencial de gerar um impacto econômico substancial, estimado em R$ 8,8 bilhões, conforme projeções divulgadas anteriormente. Este valor engloba desde o turismo e a infraestrutura até o consumo direto e indireto.
Além dos benefícios econômicos, a Copa do Mundo Feminina é uma plataforma poderosa para a promoção da igualdade de gênero e o empoderamento feminino através do esporte. A visibilidade global do evento pode inspirar novas gerações de atletas e fortalecer a base do futebol feminino brasileiro, que tem visto um crescimento notável nos últimos anos. A sanção da lei da Copa do Mundo Feminina pelo presidente Lula, que também reconhece as pioneiras da modalidade, demonstra o apoio institucional ao evento.
Preparativos e a contagem regressiva para 2027
Com a definição dos palcos principais e o calendário da fase de grupos da seleção brasileira, os preparativos para a Copa do Mundo Feminina de 2027 ganham novo fôlego. São Paulo será a cidade com o maior número de partidas, recebendo dez jogos, seguida por Rio de Janeiro e Fortaleza, com nove cada. Belo Horizonte terá oito jogos, enquanto Brasília, Salvador, Porto Alegre (com o Beira-Rio) e Recife sediarão sete partidas cada.
O sorteio dos grupos, que definirá os confrontos da primeira fase, está agendado para dezembro deste ano, novamente na sede da FIFA. Até lá, as seleções de todo o mundo continuarão suas campanhas de qualificação, e o Brasil intensificará os trabalhos para garantir que a infraestrutura e a organização estejam à altura de um evento dessa magnitude. A expectativa é de um torneio inesquecível, que deixará um legado duradouro para o futebol feminino e para o país.
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