A Escola Estadual Cívico Militar Fueth Paulo Mourão, situada no bairro São Jorge, em Manaus, tornou-se um polo de experimentação artística e inclusão social. Durante o mês de agosto, a unidade escolar sedia o projeto Corpos que Dançam, Mundos que Sentem, uma iniciativa multidisciplinar voltada especificamente para estudantes da educação especial. A ação, que ocorre nos dias 17, 18, 24 e 25, utiliza a dança, a música e as artes visuais como ferramentas de expressão e autonomia.
A iniciativa foi contemplada pelo Edital de Fomento Cultural Multilinguagens, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e do Governo do Amazonas, via PNAB AM. O cronograma do projeto foi estrategicamente planejado para coincidir com a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, celebrada anualmente entre 21 e 28 de agosto, conforme estabelecido pela Lei nº 13.585/2017. O objetivo é fomentar o debate sobre a inclusão e o combate ao preconceito dentro do ambiente escolar.
Programação multidisciplinar e sensorial
O projeto oferece uma jornada sensorial conduzida por profissionais renomados da cena cultural amazonense. As atividades começaram no dia 17 de agosto com uma oficina de dança ministrada pela arte-educadora Rayssa Oliveira, focada na exploração do movimento e na autonomia corporal dos estudantes. No dia 18, foi a vez da artista visual Hadna Abreu conduzir experimentações táteis, utilizando texturas e cores para estimular a comunicação não verbal entre os alunos.
Para o encerramento, a programação reserva um momento de integração total. No dia 24, a escola será palco de um happening que unirá música, dança e artes visuais em um laboratório criativo vivo. Já no dia 25, o músico e neuropsicopedagogo Abner Viana encerra o ciclo com uma oficina voltada à exploração do ritmo e da escuta ativa, reforçando o caráter terapêutico e pedagógico da música.
Impacto pedagógico e inclusão social
O público-alvo da iniciativa compreende estudantes de 11 a 14 anos. Além do desenvolvimento artístico, o projeto propõe um diálogo transversal com a educação ambiental, explorando conceitos de coletividade, natureza e escuta. A produção de registros fotográficos e materiais de memória pedagógica visa fortalecer o ecossistema de arte inclusiva, deixando um legado para a instituição e para os profissionais envolvidos.
A equipe de coordenação é formada por nomes de peso da cultura local, como Rayssa Deschain, Abner Viana, Hadna Abreu e Pablo Araújo. O grupo conta ainda com o apoio de colaboradores como o bailarino Charles Alfaia, o músico Matheus Gondim e o coordenador pedagógico Elton Zhaga. A identidade visual e o registro fotográfico do projeto estão sob responsabilidade de Arthur Old 78’s e Álvaro Mello, respectivamente.
Acompanhe o portal O Amazonas para continuar por dentro das iniciativas que transformam a educação e a cultura em nosso estado. Nosso compromisso é levar até você informações relevantes, atualizadas e que refletem a diversidade da nossa região, mantendo o foco na qualidade jornalística e no impacto social de cada notícia publicada.