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Seleção brasileira de basquete feminino tropeça diante do Sudão do Sul na estreia do pré-olímpico

Seleção brasileira de basquete feminino tropeça diante do Sudão do Sul na estreia do pré-olímpico
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A jornada da seleção brasileira de basquete feminino rumo aos Jogos Olímpicos começou com um revés inesperado. Nesta segunda-feira (17), em Guadalajara, no México, a equipe nacional foi superada pelo Sudão do Sul por 63 a 61, em uma partida válida pela primeira rodada do Grupo A do torneio qualificatório para o Pré-Olímpico. O resultado, apertado e decidido nos detalhes, acende um alerta, mas também demonstra a capacidade de reação do time em quadra.

O qualificatório é uma etapa crucial para as aspirações olímpicas do Brasil, que busca uma vaga entre as melhores do mundo. A competição reúne seleções de diversos continentes, e cada jogo é fundamental para somar pontos e avançar na tabela. A derrota na estreia, embora dolorosa, não elimina as chances brasileiras, mas exige foco redobrado nos próximos compromissos.

O revés inicial em Guadalajara

O confronto contra o Sudão do Sul começou de forma desfavorável para as brasileiras. O primeiro quarto foi marcado por um desempenho abaixo do esperado, permitindo que as sul-sudanesas abrissem uma vantagem de 12 pontos. Esse início hesitante se mostrou determinante para o desfecho da partida, evidenciando a necessidade de uma entrada mais consistente nos jogos.

Apesar da desvantagem inicial, a seleção brasileira demonstrou resiliência e buscou a recuperação ao longo do embate. A equipe ajustou sua estratégia e, nas parciais seguintes, conseguiu diminuir a diferença no placar, mostrando que tinha condições de lutar pela vitória até o último segundo. A capacidade de reação é um ponto positivo a ser explorado nos próximos desafios.

A reação brasileira e o drama na prorrogação

A partida ganhou contornos dramáticos no último quarto, quando o Brasil não apenas encostou no placar, mas chegou a passar à frente em alguns momentos. As duas seleções se alternaram na liderança, proporcionando um espetáculo de emoção e intensidade para os torcedores. O equilíbrio prevaleceu, e o tempo regulamentar terminou empatado em 56 pontos, levando o jogo para a prorrogação.

No tempo extra, a tensão foi ainda maior. A decisão veio a apenas 21 segundos do fim, quando uma falta foi marcada em cima de Moira Joiner, do Sudão do Sul. A armadora converteu os lances livres, colocando sua equipe novamente à frente. As brasileiras tentaram uma última investida para igualar o marcador e forçar uma nova prorrogação, mas não obtiveram êxito, consolidando a derrota por uma margem mínima.

Individualmente, a armadora Aaliyah Guyton, de apenas 20 anos, foi o grande destaque do lado verde e amarelo. Com 20 pontos anotados, além de três rebotes, Guyton demonstrou seu potencial e a importância de seu talento para a equipe. Sua performance, mesmo com a derrota, é um sinal promissor para o futuro do basquete feminino brasileiro.

Próximos desafios e a busca pela vaga olímpica

A seleção brasileira não terá muito tempo para lamentar o resultado. A agenda do qualificatório é intensa, e o próximo compromisso já está marcado para esta terça-feira (18), às 23h30 (horário de Brasília), contra a Nova Zelândia. Este jogo é crucial para que o Brasil se recupere na competição e mantenha vivas suas esperanças de classificação.

A participação na primeira fase será encerrada na quinta-feira (20), às 15h, em um clássico sul-americano contra a Argentina. O confronto contra as rivais históricas promete ser um dos pontos altos do torneio, com as duas equipes buscando a vitória a todo custo. Todas as partidas do qualificatório têm transmissão ao vivo no canal oficial da Federação Internacional de Basquete (Fiba) no YouTube, permitindo que os fãs acompanhem cada lance.

O cenário da seleção feminina de basquete tem passado por mudanças recentes, como a chegada do técnico Léo Figueiró após a saída de Chatman. Este período de adaptação e a busca por uma nova identidade em quadra são parte do processo de construção de uma equipe competitiva. A experiência em torneios como este é fundamental para o amadurecimento das atletas e do grupo como um todo, visando o objetivo maior que são os Jogos Olímpicos.

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