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Mercado de trabalho brasileiro registra menor desemprego desde 2012

Mercado de trabalho brasileiro registra menor desemprego desde 2012
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Brasil alcançou um marco significativo em seu mercado de trabalho, com a taxa de desemprego atingindo 5,4% no segundo trimestre do ano. Este é o menor índice registrado desde 2012, ano em que teve início a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, conduzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados, divulgados nesta quinta-feira (30), refletem uma trajetória de recuperação e estabilização econômica, trazendo um panorama mais otimista para milhões de brasileiros.

A performance do segundo trimestre representa uma queda notável em comparação com o período imediatamente anterior. No primeiro trimestre do ano, a taxa de desocupação estava em 6,1%. A melhora também é evidente quando confrontada com o mesmo período do ano anterior, 2025, quando o índice era de 5,8%. Esses números não apenas indicam uma recuperação, mas também um avanço consistente na geração de oportunidades.

Avanços na ocupação e redução da desocupação

A análise detalhada do IBGE revela que o país contabilizou 103,1 milhões de pessoas ocupadas no segundo trimestre, um acréscimo de aproximadamente 1,081 milhão de indivíduos em relação ao primeiro trimestre. Paralelamente, o número de pessoas desocupadas recuou para 5,9 milhões, o que representa uma diminuição de 10%, ou cerca de 718 mil pessoas a menos sem trabalho, na comparação trimestral.

Essa dinâmica positiva foi impulsionada por setores específicos da economia. Entre o primeiro e o segundo trimestres, destacaram-se na criação de vagas:

  • Transporte, armazenagem e correio: crescimento de 3,9%, com a adição de 235 mil pessoas ao quadro de trabalhadores.
  • Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais: expansão de 2,6%, incorporando 489 mil novos postos de trabalho.

Esses setores, essenciais para a infraestrutura e o bem-estar social, demonstraram resiliência e capacidade de absorção de mão de obra, contribuindo significativamente para a melhora geral do cenário de emprego.

Informalidade e rendimento médio: desafios persistentes

Apesar da queda no desemprego, o mercado de trabalho brasileiro ainda enfrenta o desafio da informalidade. No período de abril a junho, a Pnad registrou 39,4 milhões de trabalhadores com carteira assinada, enquanto 13,6 milhões atuavam sem o registro formal. A taxa de informalidade, que mede a proporção de trabalhadores informais na população ocupada, permaneceu em 37,4% no segundo trimestre. Trabalhadores informais, como empregados sem carteira e autônomos sem CNPJ, não contam com garantias essenciais como seguro-desemprego, férias remuneradas e 13º salário, o que os torna mais vulneráveis a flutuações econômicas.

Em relação ao rendimento, o salário médio do trabalhador brasileiro alcançou R$ 3.738, o valor mais alto já registrado para um segundo trimestre. Contudo, esse montante ficou ligeiramente abaixo do apurado no primeiro trimestre de 2026, que foi de R$ 3.765. Embora o aumento anual seja positivo, a leve retração trimestral sugere que a recuperação salarial pode estar ocorrendo de forma gradual e ainda não se traduz em ganhos consistentes de poder de compra em todos os períodos.

Pnad Contínua e Caged: compreendendo as métricas do trabalho

A Pnad Contínua é uma pesquisa abrangente que investiga o comportamento do mercado de trabalho para pessoas a partir dos 14 anos de idade, considerando todas as formas de ocupação, sejam elas formais, informais, temporárias ou por conta própria. Para ser considerada desocupada, a pessoa deve ter procurado ativamente por uma vaga nos 30 dias anteriores à pesquisa. O levantamento visita 211 mil domicílios em todo o Brasil, oferecendo uma visão detalhada e representativa da força de trabalho.

Historicamente, a menor taxa de desemprego já registrada pela Pnad foi de 5,1%, no último trimestre de 2025. Em contraste, os picos de desocupação, ambos de 14,9%, foram observados nos trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e em março de 2021, períodos que marcaram o auge da crise econômica e sanitária da pandemia de covid-19. A recuperação desde então tem sido um processo contínuo e desafiador.

Em paralelo à Pnad, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), oferece outra perspectiva, focando exclusivamente no cenário de empregos com carteira assinada. De acordo com o Caged, o mês de junho apresentou um saldo positivo de quase 145,2 mil vagas formais. No acumulado de 2026, o balanço totaliza a criação de 921,7 mil postos de trabalho com carteira assinada, reforçando a tendência de formalização do emprego, embora a informalidade ainda seja uma realidade expressiva.

Os dados do IBGE trazem um alento para o cenário econômico nacional, indicando que o Brasil está no caminho de uma recuperação robusta do mercado de trabalho. No entanto, a persistência da informalidade e a necessidade de garantir a qualidade e a sustentabilidade dos empregos criados permanecem como pontos cruciais para o desenvolvimento social e econômico do país. Para acompanhar de perto esses e outros desdobramentos que impactam a sua vida e a economia do Amazonas e do Brasil, continue navegando em O Amazonas, seu portal de notícias com informação relevante, atual e contextualizada.

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