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Alta de 14% leva produção de petróleo e gás no Brasil a recorde histórico no 2º trimestre

Alta de 14% leva produção de petróleo e gás no Brasil a recorde histórico no 2º trimestre
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A indústria brasileira de petróleo e gás alcançou um marco histórico no segundo trimestre de 2026, com a produção total de óleo, líquido de gás natural e gás natural atingindo um volume recorde. A Petrobras, gigante estatal do setor, informou que a marca chegou a impressionantes 3,34 milhões de barris de óleo equivalente por dia (MM boed), representando um crescimento robusto de 14,1% em comparação com o mesmo período do ano anterior e um aumento de 3,4% em relação ao primeiro trimestre de 2026.

Este desempenho notável reflete não apenas a capacidade operacional da companhia, mas também a contínua evolução tecnológica e estratégica na exploração e produção de recursos energéticos. O recorde sublinha a importância do setor para a economia nacional e sua resiliência em um cenário global de constantes transformações.

Impulso das novas plataformas e eficiência operacional

O crescimento expressivo da produção de petróleo e gás no Brasil é resultado direto de uma combinação de fatores, incluindo a melhoria da eficiência em plataformas já existentes e a entrada em operação de novas unidades. A Petrobras destacou o papel crucial de diversos navios-plataforma (FPSOs) que operam em campos estratégicos.

Entre as unidades que contribuíram para o recorde, estão a Maria Quitéria, operando no campo de Jubarte, e a Alexandre de Gusmão. Além disso, a performance do FPSO P-78 no campo de Búzios, e o início da produção do FPSO P-79, também no campo de Búzios, foram fundamentais para impulsionar os volumes. Búzios, um dos maiores campos do pré-sal, continua a ser uma peça-chave na estratégia de produção da empresa.

A expansão da infraestrutura também foi um fator determinante. No trimestre avaliado, dez novos poços produtores entraram em operação, sendo quatro localizados na Bacia de Campos e seis na Bacia de Santos. Essas novas conexões ao sistema de produção são essenciais para manter o ritmo de crescimento e explorar o vasto potencial das reservas brasileiras.

Exportações em alta e redução das importações

O aumento da produção de petróleo e gás no Brasil teve um impacto direto e positivo na balança comercial do país. As exportações de óleo bruto cresceram significativamente, atingindo cerca de 1 milhão de barris por dia (MM bpd). Paralelamente, as importações de óleo registraram uma queda notável, chegando a 89 mil barris por dia (mbpd) no segundo trimestre.

Este volume de importação é o menor registrado desde o período da pandemia, evidenciando a crescente autossuficiência do Brasil no abastecimento de petróleo. A capacidade de exportar mais e importar menos fortalece a economia nacional, gera divisas e reduz a vulnerabilidade do país às flutuações do mercado internacional de energia.

Refino nacional em plena capacidade e mercado interno estável

Além da produção em campo, a eficiência do parque de refino nacional também atingiu níveis impressionantes. No segundo trimestre, o fator de utilização das refinarias da Petrobras alcançou 101,2%, um indicativo de que as unidades operaram acima de sua capacidade nominal, otimizando ao máximo o processamento de petróleo bruto.

Este alto índice de utilização tem sido crucial para o abastecimento do mercado interno, especialmente diante do cenário geopolítico global. A empresa ressaltou que, em um contexto de guerra no Oriente Médio e oscilações no valor global do petróleo, a maximização do refino nacional é fundamental para ampliar a oferta de derivados no mercado brasileiro, garantindo a segurança energética e ajudando a estabilizar os preços para os consumidores.

No que diz respeito às vendas no mercado interno, o patamar se manteve semelhante ao do primeiro trimestre. Houve um aumento na comercialização de diesel e Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), que compensou a retração no consumo de outros produtos. Essa estabilidade demonstra a capacidade da Petrobras de ajustar sua oferta às demandas do consumidor brasileiro, mesmo em um ambiente econômico dinâmico.

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