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Estudantes de Direito em Manaus propõem soluções para a democracia digital na Amazônia

Estudantes de Direito em Manaus propõem soluções para a democracia digital na Amazônia
Reprodução G1

Em um esforço para moldar o futuro da região e fortalecer os pilares democráticos na era digital, estudantes do último período do curso de Direito em Manaus participaram de um Canvas de Políticas Públicas. A iniciativa, parte do projeto Amazônia Que Eu Quero 2026, transformou debates em propostas concretas que integrarão o Caderno de Soluções, um documento crucial para o desenvolvimento regional.

A atividade ocorreu na manhã da última sexta-feira (24), no estande do Grupo Rede Amazônica, durante o evento DSX 2026. O encontro reuniu universitários com o objetivo de fomentar uma reflexão crítica e colaborativa sobre os desafios impostos pela tecnologia à democracia, especialmente no contexto eleitoral e na circulação de informações.

Amazônia Que Eu Quero 2026: Diálogo e Soluções para o Futuro

O projeto Amazônia Que Eu Quero 2026, uma iniciativa da Fundação Rede Amazônica e do Grupo Rede Amazônica, foi criado em 2019 com a missão de promover a educação política e estimular o diálogo entre diversos setores da sociedade. Seu foco é a construção de soluções para os complexos desafios da região amazônica. Nesta edição de 2026, o tema central é “Democracia na era digital: o uso das novas tecnologias no processo eleitoral”, um assunto de crescente relevância em todo o país.

A programação em Manaus teve início com um painel sobre a democracia na era digital, realizado na quinta-feira (23), que preparou o terreno para a sessão de Canvas de Políticas Públicas. Este formato dinâmico e interativo convida os participantes a pensar de forma estratégica, identificando problemas e desenhando soluções inovadoras.

Construindo Propostas para a Democracia Digital

Divididos em grupos, os universitários foram desafiados a mergulhar nos meandros da democracia na era digital. As discussões abordaram desde o uso das novas tecnologias no processo eleitoral até a circulação de informações e o fortalecimento da participação cidadã. O objetivo era claro: construir, de forma colaborativa, propostas que pudessem enfrentar a desinformação e promover um ambiente digital mais saudável e democrático.

O cientista político Helso Ribeiro, um dos painelistas da etapa amazonense do projeto, acompanhou de perto a atividade e destacou a importância da iniciativa. “A gente está tentando discutir a importância do uso adequado das tecnologias na nossa formação. Isso transcende o curso de Direito, serve para qualquer pessoa, principalmente para filtrar um pouco as informações. As redes sociais são instrumentos fantásticos, desde que bem utilizadas”, afirmou Ribeiro, ressaltando o papel da educação na navegação pelo ambiente digital.

Desinformação e a Necessidade de Legislação Atualizada

Entre anotações, intensos debates e a troca constante de ideias, os estudantes desenvolveram propostas baseadas em suas próprias percepções sobre o tema. A acadêmica Adrielle Frutuoso, uma das participantes, pontuou a dualidade do avanço tecnológico. “Com o avanço da tecnologia, de um lado ela cresceu muito. Porém, do outro, a legislação ainda está desatualizada em relação às punições para a forma como muitas pessoas utilizam essas ferramentas para espalhar a desinformação”, explicou Frutuoso, evidenciando a lacuna entre a inovação tecnológica e o arcabouço legal.

O Canvas de Políticas Públicas não apenas estimula o pensamento crítico, mas também busca ampliar a participação dos jovens no debate público, aproximando-os da construção de propostas para temas de interesse social. Essa interação direta com a formulação de políticas é fundamental para formar cidadãos mais engajados e conscientes.

O Caderno de Soluções: Um Legado para a Amazônia

As contribuições elaboradas pelos estudantes durante a atividade serão cuidadosamente analisadas e compiladas para integrar o Caderno de Soluções do Amazônia Que Eu Quero 2026. Este documento é um compilado das propostas construídas ao longo de todo o projeto e será entregue a autoridades e instituições, servindo como um legado valioso desta edição.

Segundo Ruthiene Bindá, coordenadora do Amazônia Que Eu Quero, todas as propostas são submetidas a um processo de análise e consolidação antes de fazerem parte do documento final. “Essas propostas são analisadas e compiladas. Elas compõem o Caderno de Soluções, elaborado anualmente como legado da edição. Esse documento reúne aquilo que os amazônidas querem para o futuro”, destacou Bindá, reforçando o compromisso do projeto com a voz da população local.

A atividade em Manaus marcou o encerramento da programação do Amazônia Que Eu Quero 2026, que, ao longo deste ano, percorreu as capitais onde o Grupo Rede Amazônica está presente, promovendo debates cruciais sobre democracia, tecnologia e participação cidadã. Para mais informações sobre iniciativas que moldam o futuro da região, acompanhe as notícias do Amazonas.

O portal O Amazonas continua acompanhando de perto os desdobramentos de projetos como o Amazônia Que Eu Quero, que buscam fortalecer a participação cidadã e construir um futuro mais promissor para a região. Mantenha-se informado com nossa cobertura aprofundada e contextualizada sobre os temas mais relevantes para o nosso estado e o Brasil.

Fonte: g1.globo.com

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