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Polícia Federal deflagra nova fase de Operação contra fraude documental no interior do Amazonas

Polícia Federal deflagra nova fase de Operação contra fraude documental no interior do Amazonas
1 de 1 Prisão foi realizada no âmbito da Operação Papel Fantasma, da Polícia Federal. — Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal realizou nesta sexta-feira (6) a prisão preventiva de um suspeito de integrar um esquema de produção e comercialização de documentos falsos em Tabatinga, cidade localizada no interior do Amazonas. A ação faz parte da segunda fase da Operação Papel Fantasma, que investiga a atuação de uma organização criminosa focada na fraude de registros públicos na região de fronteira.

De acordo com as autoridades federais, o esquema criminoso envolvia a fabricação sob encomenda de certidões de nascimento com dados adulterados. Esses papéis fraudulentos eram utilizados posteriormente para viabilizar a obtenção irregular de registros civis brasileiros, o que ampliava o alcance das fraudes cometidas pelo grupo investigado.

Atuação detalhada do suspeito no esquema criminoso

As investigações conduzidas pela Polícia Federal apontam que o homem preso desempenhava funções estratégicas na rede criminosa. Entre suas atribuições estavam a captação de interessados, a intermediação na retirada e entrega dos documentos falsificados, além da negociação financeira pelos serviços prestados.

O inquérito também aponta que o investigado participava ativamente de manobras para ocultar os materiais ilícitos e destruir vestígios que pudessem comprometer a quadrilha. Para burlar a fiscalização e dificultar o trabalho dos órgãos de segurança, os integrantes utilizavam códigos e termos específicos na comunicação diária.

Análise de dados e desdobramentos da Operação Papel Fantasma

Esta nova etapa da investigação foi deflagrada após um rigoroso processo de análise de materiais apreendidos em fases anteriores. A extração de dados de dispositivos eletrônicos e documentos revelou detalhes inéditos sobre a divisão de tarefas e a hierarquia da organização criminosa instalada no estado.

A primeira etapa da Operação Papel Fantasma ocorreu em outubro de 2026, com o cumprimento de mandados de busca, apreensão e prisões. Conforme o avanço das apurações, os suspeitos poderão responder criminalmente por falsificação de documento público, falsidade ideológica, uso de documento falso e integração de organização criminosa, dependendo da participação individual comprovada.

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Fonte: g1.globo.com

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