A severa estiagem que atinge a região amazônica continua a causar impactos profundos na rotina de centenas de comunidades. Conforme dados divulgados pelo governo estadual em boletim da Defesa Civil, dezenas de municípios encontram-se em situação de emergência, enquanto milhares de famílias enfrentam sérias dificuldades logísticas e de subsistência decorrentes da baixa dos rios.
O cenário de seca prolongada exige esforços coordenados entre diferentes esferas de governo para garantir o suporte necessário às populações ribeirinhas e urbanas afetadas. A escassez de água nos rios compromete diretamente a navegação, principal via de transporte para escoamento de produção, atendimento médico e chegada de suprimentos básicos a localidades isoladas do interior.
impacto nas cidades e mobilização estadual
De acordo com o levantamento oficial, o Amazonas registra 46 municípios em situação de emergência. A lista abrange localidades como Alvarães, Amaturá, Anamã, Anori, Apuí, Atalaia do Norte, Autazes, Barreirinha, Benjamin Constant, Boca do Acre, Borba, Caapiranga, Carauari, Careiro, Careiro da Várzea, Coari, Eirunepé, Envira, Humaitá, Ipixuna, Itamarati, Japurá, Juruá, Jutaí, Lábrea, Manacapuru, Manaquiri, Manicoré, Maraã, Maués, Nhamundá, Nova Olinda do Norte, Novo Airão, Novo Aripuanã, Parintins, Pauini, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Silves, Tapauá, Tefé, Tonantins, Uarini e Urucurituba.
Outras 12 cidades permanecem em situação de alerta, incluindo Barcelos, Beruri, Boa Vista do Ramos, Canutama, Fonte Boa, Guajará, Manaus, Santa Isabel do Rio Negro, São Gabriel da Cachoeira, São Sebastião do Uatumã, Tabatinga e Urucará. Além disso, quatro municípios figuram em nível de atenção: Codajás, Iranduba, Itacoatiara e Itapiranga. Informações detalhadas sobre o avanço das ações de monitoramento podem ser acompanhadas na cobertura especial do portal g1 Amazonas.
qualidade do ar e agravamento por queimadas
A estiagem severa vem acompanhada de um aumento expressivo nos registros de focos de calor e queimadas florestais no estado. Dados de plataformas de monitoramento ambiental indicam que a qualidade do ar foi considerada péssima em Parintins, enquanto municípios como Autazes, Iranduba e São Sebastião do Uatumã registraram índices muito ruins de poluição atmosférica.
Entre 1º de junho e 23 de outubro, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas contabilizou milhares de ocorrências relacionadas a incêndios urbanos e florestais. Diante do quadro crítico, o governo estadual determinou a proibição do uso do fogo em todo o território amazonense pelo período de 120 dias, visando conter novas ocorrências e proteger a saúde pública.
força-tarefa no combate aos incêndios
Para mitigar os danos provocados pela seca e pelos incêndios, uma operação integrada mobiliza cerca de 1.500 profissionais, entre bombeiros militares e brigadistas. As equipes contam com o suporte logístico de 18 aeronaves, incluindo aviões de combate a incêndio e helicópteros, além de veículos equipados para o trabalho em áreas de difícil acesso.
As ações de fiscalização também foram intensificadas por meio de frentes como a Operação Tamoiotatá, o programa Amazonas+Verde e a Operação Alerta Fogo, que utiliza tecnologia avançada, incluindo drones e monitoramento via satélite em parceria com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas.
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Fonte: g1.globo.com