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Prévia da inflação oficial desacelera e fecha o mês de outubro em 0,32%

Prévia da inflação oficial desacelera e fecha o mês de outubro em 0,32%
© Arquivo/Agência Brasil

A prévia da inflação oficial de outubro registrou alta de 0,32%, o que representa menos da metade da variação observada no mês anterior, quando o índice atingiu 0,7%. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da desaceleração no indicador mensal, o acumulado em 12 meses pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) atingiu 4,62%, patamar que permanece acima da meta central estabelecida pelo governo.

A coleta de preços que embasou o levantamento atual ocorreu entre 16 de setembro e 14 de outubro. Enquanto a leitura mensal trouxe um alívio pontual para os consumidores em relação a setembro, o acumulado anual continua superando o teto da tolerância oficial, que admite uma inflação de até 4,5% ao ano. No mesmo período de 2025, o indicador havia registrado 0,18%.

Comportamento dos grupos de produtos e serviços

O resultado de outubro foi influenciado de maneira desigual pelos diferentes setores que compõem a cesta de consumo apurada pelo IBGE. Enquanto alguns segmentos registraram forte pressão de alta, outros apresentaram recuos importantes que ajudaram a segurar o índice geral.

O grupo de alimentação e bebidas destacou-se com a maior pressão altista do período, variando 0,88% e gerando um impacto expressivo de 0,19 ponto percentual no índice geral. Dentro desse segmento, a alimentação no domicílio subiu 1,01%, impulsionada principalmente por aumentos expressivos em itens essenciais da cesta básica. O tomate liderou as altas com elevação de 24,54%, seguido pela cebola (13,63%), pela batata-inglesa (10,96%) e pelo arroz (5,80%). Em contrapartida, houve recuos em produtos como a cenoura (-10,67%), as frutas (-1,37%) e o café moído (-1,16%).

Impacto dos combustíveis e das passagens aéreas

O setor de transportes também apresentou variações relevantes, pressionado sobretudo pelo comportamento dos combustíveis, que subiram 1,2% em outubro. O óleo diesel registrou alta de 3,70%, o etanol avançou 2,73% e a gasolina subiu 0,92%, enquanto o gás veicular teve leve retração de 0,18%.

Por outro lado, o subsetor de passagens aéreas funcionou como o principal amortecedor da inflação no período. Os bilhetes ficaram, em média, 9,24% mais baratos, gerando o maior impacto negativo isolado na prévia do mês, estimado em -0,08 ponto percentual.

Retração no custo da habitação e energia elétrica

O grupo de habitação foi o único a apresentar deflação no mês, com variação de -0,10%. O principal fator para esse recuo foi a redução no custo da energia elétrica residencial, que caiu 0,89%. O movimento foi reflexo direto da mudança na bandeira tarifária, que passou de amarela para verde, eliminando a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Em setembro, a conta de luz havia pesado fortemente no orçamento das famílias devido à reversão de descontos anteriores.

Especialistas avaliam que, embora a desaceleração mensal seja positiva, o cenário ainda exige cautela. Para continuar bem informado sobre os rumos da economia e os principais acontecimentos que movimentam o país, acompanhe as análises exclusivas e a cobertura completa aqui em O Amazonas, seu portal de referência em jornalismo contextualizado.

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